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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Hoje, dia de S. Felipe e Santiago

Portal dos Dehonianos

Maus momentos em um trem italiano


O dia em que fui obrigado a descer do trem
ou
Viajando de Roma a Verona sem uma Lira no bolso.
(A. de Andrade)

Naquele manhã eu tinha deixado Roma para celebrar uma Missa na cidade de Verona. A Liturgia era por ocasião da partida de cerca de 40 voluntários, entre médicos, engenheiros, advogados e outros profissionais que partiam como voluntários para várias missões na África.
Antes de deixar minha residência, na Casa Geral dos Salesianos em Roma, Pisana, vesti o Clerical suit (roupa eclesiástica, equivocadamente chamada Clergiman) e me dirigi à Estação Términi, de onde partem modernos e velozes trens para todos os quadrantes da Europa. A passagem fora comprada on line antecipadamente.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

ORAÇÃO


Oração

Ó Jesus, hoje, quero rezar-te usando as palavras do teu servo Leão Dehon: «Senhor, permanece em mim e eu permanecerei em Ti. Sim, Tu és a videira, e quando me separo de Ti, sinto-me morrer. Mantém-me unido a Ti na graça santificante, na recordação assídua da tua presença, na meditação dos teus mistérios. Quero permanecer no teu coração. Lá está toda a minha vida e a minha felicidade». Amém.

Lit. 2 de Maio

Portal dos Dehonianos

O homem sem uma das mãos. (A de Andrade)

Encontrei-o na Mesquita de Abraão, em Hebron a 37 km ao Sul de Jerusalém. Era um jovem árabe, moço de seus 25 e poucos anos, tez amorenada e bem aparentado. Pediu uma esmola ao nossos grupo e logo percebi que lhe faltava uma das mãos. Fiquei curioso e lhe perguntei que lhe havia acontecido. Ele não falava inglês como eu não entendo árabe. Nosso professor então me explicou que sua mão havia sido amputada para que todos soubessem que ele era ladrão. Era a aplicação da Lei de Talião (veja postagem no Face: Antenor Missionário Antenor). Olhei com ternura para aquele moço. Ainda hoje tenho sua figura em minha mente. Era jovial e alegre, como pode ser alegre um árabe. Eles não são de muitas conversas, nem tão acessíveis. Porém quando se tornam nossos amigos são capazes de enormes sacrifícios para estarem ao nosso lado. Nossa cozinheira no Instituto de teologia de Cremisan (Jordânia) era árabe. Calada, introspectiva, aspecto de sofredora, talvez anulada pelo jugo inclemente do marido para quem a mulher é um tipo de escrava. No entanto, fizemos uma grande amizade, quando ela soube que eu era brasileiro. Aquela senhora que falava italiano encontrou alguém que lhe escutasse, que lhe valorizasse. Assim aconteceu com aquele rapaz da mão amputada. Com gestos e risos quando não nos entendíamos, nos tornamos amigos.